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Na edição do último dia 22, o Jornal de Brasília novamente publicou matéria atacando a deputada Erika Kokay. Dessa vez, afirma que a parlamentar teria cometido ato ilícito civil público quando presidia a Comissão de Direitos Humanos, Ética, Cidadania e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa, uma vez que não teria ouvido o depoimento de uma mulher acusada de negligenciar o neto. A deputada esclarece que um parente do menino que teria sofrido maus-tratos levou o caso à referida comissão da CLDF. Considerando a gravidade dos fatos narrados e levando em conta o caráter familiar do conflito, os servidores dessa comissão agiram como de praxe: receberam a denúncia e a encaminharam para apuração nos órgãos competentes, neste caso, o Ministério Público, a Vara da Infância e da Juventude e a Delegacia da Mulher, uma vez que a mãe da vítima também sofreu agressões. “A Comissão não tem poder de polícia, não é a Justiça. Não investigamos as denúncias que nos chegam. Registramos o fato e repassamos para as autoridades competentes, que pode ser polícia, Ministério Público, Tribunal de Contas, entre outros”, explica a deputada. Ou seja, não é da alçada da comissão colher depoimentos de suspeitos e testemunhas – isso é feito pela polícia e pelo Judiciário. “Nesse e em todos os casos para nós encaminhados agimos com zelo, cumprindo a nossa missão, dando ciência às autoridades competentes dos fatos que chegam ao nosso conhecimento e que ameaçam os direitos humanos”, completa a deputada. Mesmo assim, a avó acusada de negligenciar o neto entrou com uma ação judicial contra a deputada por danos morais. O processo corre no Tribunal de Justiça. Os advogados de Erika Kokay já apresentaram todos os esclarecimentos à Justiça e aguardam a conclusão do processo. Tentativa de calar a deputada O que está por traz da campanha difamatória movida pelo Jornal de Brasília contra a deputada Erika Kokay? Trata-se de uma tentativa desesperada de calar a distrital, que tem cobrado a apuração pelos órgãos competentes de um negócio suspeito envolvendo o secretário de Governo do DF, José Humberto Pires de Araújo, e o diretor-superintendente do Jornal de Brasília. As matérias tendenciosas e que jamais deram direito de resposta à deputada, identificadas pelo jornal como Caso Erika Kokay, começaram a ser publicadas após a deputada anunciar que a Bancada do PT na Câmara Legislativa ingressaria com representação no Ministério Público para abertura de ação de improbidade administrativa contra José Humberto e o convocaria para prestar esclarecimentos na CLDF – o que de fato foi feito. De acordo com reportagem da revista Época, o secretário vendeu em 2006, por R$ 426 mil, um terreno à cooperativa Coohabex, ligada ao diretor-supetintendente do Jornal de Brasília. Dois anos depois, o GDF comprou o mesmo terreno por R$ 4,2 milhões – uma espetacular valorização de 1.000%. José Humberto e o diretor do jornal são réus em um processo judicial por parcelamento irregular do solo. “Ao tomar essas medidas, como líder da Bancada do PT, agi em defesa do interesse público, exercendo uma das funções precípuas do Poder Legislativo, que é o de fiscalizar o Poder Executivo. Por contrariar os interesses das autoridades locais e de seu diretor, o Jornal de Brasília deu início a uma estratégia para intimidar, perseguir e cercear minha atuação parlamentar”, destaca a deputada Erika Kokay em Informativo Especial de esclarecimentos sobre o caso. “Ninguém vai me calar”, assegura a parlamentar.
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