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Após ler uma nota publicada no blog do jornalista Ricardo Noblat, que acusa o governador Arruda de pagar R$ 4 milhões a cada deputado que votar por sua absolvição nos processos de impeachment que correm na Câmara Legislativa, o presidente em exercício, deputado Cabo Patrício encerrou a sessão ordinária de quarta-feira (27) antes da eleição para a escolha do novo presidente da Casa. "Depois da publicação dessa importante denúncia e sem a presença dos 24 deputados na Casa, eu não poderia fazer a eleição para presidente", explicou Cabo Patrício. Para os deputados da Bancada do PT, a atitude do deputado Patrício foi correta. “A Casa foi envolta num mar de lama, com denúncias gravíssimas de suposto pagamento de propina a distritais, como poderíamos fazer eleição para presidente neste clima?, questionou a deputada Eríka Kokay, líder do partido. Segundo o deputado Paulo Tadeu, com a denúncia, a eleição para a Presidência da Casa fica sob suspeição. “A notícia de pagamento de suposta propina aos parlamentares é muito séria e precisa ser esclarecida”, afirmou. “Não poderia o presidente Cabo Patrício dirigir uma eleição em que deputados eram acusados de receber propina. A suspeição maculou definitivamente a eleição”, concluiu o deputado Chico Leite. A eleição do novo presidente da Câmara Legislativa foi adiada para terça-feira (02). Veja a íntegra da nota publicada no blog de Ricardo Noblat: Como transportar R$ 4 milhões em espécie?
O que corre no meio político de Brasília e que jamais será confirmado oficialmente: o esquema disposto a bancar a manutenção no cargo do governador José Roberto Arruda oferece R$ 4 milhões a cada deputado distrital que vote contra o impeachement dele. Deputados tentados pela oferta exigem o pagamento em dinheiro vivo. E aí mora o principal problema: como entregar várias vezes R$ 4 milhões em espécie? De resto, os envolvidos no esquema do mensalão do DEM se sentem vigiados pela Polícia Federal - e por toda sorte de bisbilhoteiros.
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