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Investigação de Chico Leite revela que GDF repassou, em quatro anos, R$ 203 milhões a empresa de medicamentos com vínculos societários com a Linknet Relatório da Controladoria Geral da União (CGU) aponta indícios de direcionamento de licitações e superfaturamento de preços de medicamentos comprados pelo GDF. A semana foi marcada pelo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que revelou que as perdas financeiras provocadas pelas irregularidades detectadas nos contratos e convênios do Governo do Distrito Federal (GDF) com a União são maiores do que se imaginava. A segunda etapa da inspeção realizada pela CGU apurou prejuízos de cerca de R$ 150 milhões. O resultado superou em 41,5% o divulgado em abril deste ano, quando se encontrou um rombo de R$ 106 milhões. A auditoria começou em dezembro de 2009, dias depois da Operação Caixa de Pandora, que revelou denúncias de desvio de recursos públicos no Distrito Federal. Segundo a CGU, há indícios de que a falta de remédios na rede pública esteja relacionada a um esquema de favorecimento de empresas que fornecem medicamentos ao GDF. “O superfaturamento de preços pode ter causado prejuízo de mais de R$ 2 milhões ao governo local. Os auditores da CGU suspeitam que a Secretaria de Saúde mantinha os estoques vazios para justificar compras de emergência, quase sempre da Hospfar, a preços 20% acima das tabelas adotadas pelo governo federal”, destaca Chico Leite. Desde o primeiro relatório da CGU, o deputado investiga no Sistema Integrado de Gestão Governamental (SIGGO) os pagamentos do GDF à principal fornecedora de medicamentos à rede pública de saúde do DF, a Hospfar. “A CGU já havia constatado a existência de vínculos familiares e societários entre os proprietários da Hospfar e da Linknet, esta última citada no inquérito policial vinculado à Operação Caixa de Pandora”, destaca o distrital. A investigação de Chico Leite revelou que, entre 2007 e 2010, o GDF pagou R$ 203 milhões à Hospfar. “Em 2010, após a crise deflagrada, mais R$ 19,6 milhões foram repassados à Hospfar. A sociedade precisa saber o destino desses recursos”, cobrou o distrital.
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