Centenas de militantes lotaram o Teatro Dulcina, no Conic, na noite de terça-feira (09/02), para assistir à posse da nova diretoria do PT no DF. Dentre eles, os deputados distritais Paulo Tadeu, Cabo Patrício, Chico Leite e Erika Kokay, além de Agnelo Queiroz, Arlete Sampaio, Wasny de Roure, Pedro Celso, Chico Floresta e Geraldo Magela.
      Presidentes e representantes de outros partidos de esquerda também estavam presentes: Ezequiel Nascimento (PDT), Marcos Dantas (PSB), Augusto Madeira (PCdoB), além de Rodrigo Rollemberg, José Antônio Reguffe e Joe Valle, do PSB.

      Para o novo presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, serão vários os desafios da nova direção do partido. “O primeiro deles, sem dúvida, é unificar o PT e as esquerdas, para nos colocarmos como uma alternativa para Brasília”, afirmou. “A disputa tem de ser de projetos, e não de nomes. Queremos e vamos trabalhar para ser governo e para mudar a face do DF”, acrescentou o deputado Paulo Tadeu, líder da Bancada do PT na Câmara Legislativa.
      O deputado Cabo Patrício, vice-presidente da Câmara Legislativa, concorda que o grande desafio do novo diretório do PT é manter o partido unido ao longo das eleições. “Precisamos mostrar à população que somos uma alternativa de poder, para trazer de volta a normalidade ao DF”, defende o parlamentar.

      O deputado Chico Leite destaca a experiência do novo presidente: "Com a visão ideológica amadurecida em tantos anos de militância no PT e a experiência adquirida no movimento sindical, Roberto Policarpo tem o desafio de aglutinar as forças do partido, conduzindo-o à vitória nas próximas eleições", afirma o parlamentar. “Votei em Roberto Policarpo com a nítida certeza de que ele é a pessoa mais indicada para dar continuidade ao esforço da atual direção para unificar o partido no DF e estreitar o diálogo que mantemos com a sociedade, sobretudo em relação às denúncias deflagradas contra o GDF”, completa a deputada Erika Kokay.

 
 
Arruda está preso por
tentar impedir investigações



    


Câmara Legislativa anuncia medidas
para evitar intervenção federal





Bancada do PT pede informações sobre
arapongagem na Câmara Legislativa









Suspeita de espionagem contra MPDFT




PT-DF pede impeachment de Paulo Octávio

      
Na tarde desta sexta-feira (12/02), o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, foi até a Câmara Legilativa protocolar um pedido de impeachment contra o governador em exercício, Paulo Octávio.
       Agnelo Queiroz e os deputados Paulo Tadeu, Cabo Patrício e Erika Kokay acompanharam Policarpo. "O PT já se adiantou em pedir o impeachment de Paulo Octávio, que exerce o governo enquanto Arruda está preso", explicou o líder do PT, deputado Paulo Tadeu. "Enquanto isso, nós, enquanto Câmara Legislativa, temos de focar nosso trabalho nos pedidos de impeachment de Arruda, que foram protocolados em dezembro passado e ainda não andaram", acrescentou.
       Roberto Policarpo acredita que Paulo Octávio também deve ser afastado do governo, pois está igualmente envolvido nas denúncias deflagradas pela Operação Caixa de Pandora. "A sociedade exige que façamos uma limpeza ética no DF", afirmou o presidente do PT-DF. Além do pedido do PT, foram protocolados ouros três: da CUT-DF, do PSB e da OAB-DF. Todos pedindo o impeachent de Paulo Octávio, por envolvimento no suposto esquema de propina do GDF. Ele é citado várias vezes nos vídeos que fazem parte do inquérito.  

A bolsa claque de Arruda
      Em dezembro, os brasilienses se surpreenderam com a quantidade de pessoas que participavam de manifestações em defesa do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acusado de chefiar um esquema de corrupção mostrado em vídeos com cenas de políticos recebendo propina e escondendo dinheiro em sacolas, meias e até na cueca.
      
Na Câmara Legislativa, cenário dos protestos de estudantes e sindicalistas contra a corrupção, o movimento pró-Arruda exibiu força, organização e truculência. Comandava essa tropa governista o ex-policial militar Valdir Luís de França, o Valdirzão, conhecido por liderar mobilizações a favor de Arruda e reprimir protestos. Entidades favoráveis ao processo de impeachment do governador levantaram suspeitas de que por trás dessas manifestações estaria a máquina pública. Um documento apreendido pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora pode ser a prova de que dinheiro público tenha financiado o grupo chefiado por Valdirzão.
      
ÉPOCA teve acesso ao documento, encontrado pela PF no gabinete do jornalista Omézio Pontes – ex-assessor de imprensa de Arruda, que desde o início de 2009 passou a cuidar também da arregimentação de pessoas para eventos na periferia de Brasília com a participação do governador. O papel apreendido é uma carta de Willams Cavalcante de Oliveira – chefe da coordenação de projetos comunitários do GDF – para Rodrigo Arantes, sobrinho de Arruda. Até sexta-feira passada, Rodrigo era secretário particular do governador. Ele foi afastado do cargo pelo suposto envolvimento na tentativa de suborno de uma testemunha do escândalo do Panetone.
      
Na carta, Willams apresenta um orçamento da equipe do Valdirzão, no valor de R$ 22,1 mil por mês. Entre outras atribuições, esse grupo de 15 pessoas convocaria moradores para eventos com Arruda e se encarregaria da animação da claque. Cada um dos animadores receberia um salário mensal de R$ 1 mil ( incluído alimentação e vale-transporte). Nas contas de Willams, são contabilizados também R$ 5 mil por mês para aluguel de uma van e despesa mensal de combustível no valor de R$2,1 mil. “Preciso que o governador indique a fonte que pagará essas despesas”, escreveu Willams. No papel apreendido há uma anotação de próprio punho de Arruda: “Omézio Isto é com você. Está sob o seu controle?”.
      
ÉPOCA ouviu Omézio Pontes. Ele disse que não se lembrava da carta. Confirmou que atuava como coordenador de mobilização. “O que eu fazia era política”, afirma Omézio. Ele deixou o governo depois de aparecer em vídeos recebendo maços de dinheiro do ex-delegado Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção em Brasília. Há 10 dias, ÉPOCA vem solicitando uma explicação de Arruda para a carta. Ele não quis se manifestar.
      
A Polícia Federal investiga de onde saiu o dinheiro para financiar a equipe de Vadirzão: se foi diretamente desviado dos cofres públicos ou fruto de propina paga por empresas com contratos com o governo de Brasília. Os investigadores avaliam que, seja qual for a fonte do dinheiro, a carta é uma peça importante para a abertura de processo na Justiça contra Arruda.
       (Por Andrei Meireles e Marcelo Rocha - Site da Revista Época, 09/02/2010)


Bancada do PT denunciou
uso da máquina pública
      Nos meses de dezembro e janeiro, a Bancada do PT acionou o Ministério Público Federal e o MPDFT para denunciar o uso da máquina pública em favor de Arruda.
      Às denúncias foram anexadas fotos de ônibus lotados de servidores levados à Câmara Legislativa, durante o horário de trabalho, para se manifestar a favor do governador Arruda. Um dos servidores chegou a admitir que foi obrigado a participar da manifestação. Todos eles ocupam cargos comissionados no GDF.
      Para a deputada Erika Kokay, é como se a população do DF fosse vitimizada novamente. “Primeiro, as imagens da corrupção. Agora, novamente o uso de recursos públicos, só que na tentativa de impedir as investigações contra o governador”, lamentou a parlamentar. “O governador Arruda utilizou a máquina pública para impedir que as investigações ocorram na Câmara Legislativa e mesmo em outros setores”, acrescentou o deputado Paulo Tadeu, ao fazer críticas no Plenário.
      Os parlamentares do PT avaliam que as informações obtidas pela Revista Época são muito sérias. “Elas são mais uma prova da prática do governador Arruda e de sua equipe”, acredita o deputado Cabo Patrício. “A sociedade se revolta a cada um desses capítulos”, acrescenta. “Essa denúncia confirma nossa suspeita de uso indevido da máquina pública e deve ser levada em conta pelo Ministério Público em sua investigação sobre as manifestações pró-Arruda em frente à Câmara Legislativa”, finaliza o deputado Chico Leite.


Deputados da CPI da Corrupção foram ao STJ


      
Nesta quarta-feira (10/02), os membros da CPI da Corrupção foram recebidos pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro César Rocha, e pelo ministro Fernando Gonçalves, responsável pela relatoria do inquérito nº 650DF, que deu origem à Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.
       Durante o encontro, os deputados pediram aos ministros a cópia de todo o inquérito, inclusive dos trechos mantidos sobre segredo de justiça. O ministro Fernando Gonçalves entregou oficialmente uma cópia do processo ao deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), relator na CPI da Corrupção. Entretanto, a parte sigilosa do inquérito não foi disponibilizada pelo STJ.
       O ministro disse que irá avaliar o requerimento, de autoria do deputado Paulo Tadeu, que solicita que seja disponibilizada à CPI da Corrupção a íntegra do inquérito, inclusive com as partes sigilosas.
       O deputado Paulo Tadeu, líder do PT e único membro da oposição na CPI, avalia como positiva a ida ao STJ. “A cópia oficial do inquérito foi entregue a Raimundo Ribeiro. Com isso, ele terá elementos concretos para subsidiar a elaboração do seu parecer. Não há mais desculpas para postergar as investigações", afirmou. “Agora a CPI terá segurança para caminhar, sem atropelos, e assim dar andamento aos trabalhos, que por sinal estão bastante atrasados", acrescentou Paulo Tadeu.
       Informações diárias sobre a Operação Caixa de Pandora e a atuação da Bancada do PT na Câmara Legislativa: acesse www.distritaisdopt.org.br


O maior contrato da Secretaria de
Saúde foi prorrogado sem licitação


    O maior contrato da Secretaria de Saúde do DF está nas mãos da Sanoli Indústria e Comércio de Alimentação, responsável pela alimentação dos pacientes internados na rede pública de saúde, de seus acompanhantes e dos funcionários de hospitais.
     Após o fim, no dia 16 de novembro de 2008, de um contrato de cinco anos com o GDF, no valor de R$ 59,1 milhões, a Sanoli teve seu contrato prorrogado, sem licitação, por um ano, e recebeu mais R$ 64,6 milhões dos cofres públicos para continuar prestando os mesmos serviços.
     Ao final dessa contratação, justificada como “eventualidade”, a empresa conseguiu, no final de 2009, o acerto de um contrato emergencial até 15 de maio de 2010. Novamente o acerto com o GDF dispensou licitação e prevê gastos de R$ 35 milhões. Esses dados foram obtidos pelo deputado Chico Leite no Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo).
     A Sanoli é citada nos vídeos de Durval Barbosa em análise pela Polícia Federal. Nas imagens, o lobista Renato Malcotti, apontado pela PF como um dos operadores do esquema de corrupção no DF, revela que os responsáveis pela pasta da Saúde exigiam uma porcentagem "fora da realidade" para garantir fraudes em licitações. Ele se diz responsável pela operacionalização do contrato da Sanoli e de outras empresas.
     A Sanoli também é citada em uma planilha elaborada pelo ex-presidente do PSDB-DF, Márcio Machado, supostamente o mentor da arrecadação ilícita para a campanha do governador em 2006. O manuscrito indica que a campanha de Arruda abordou, pelo menos, 41 empresas para conseguir doações e abastecer seu suposto “caixa 2” com um valor de R$ 11 milhões. A empresa é citada como doadora de R$ 255 mil.
    “Esse é mais um exemplo de como o GDF utilizava os contratos públicos para enriquecimento ilícito. Os contratos eram prorrogados sem licitação e com valores abusivos. Já as empresas tinham que dar uma contrapartida ao governo por tais benesses”, critica o deputado Chico Leite. .
 
 
Bombeiros procuram Cabo Patrício
para tratar de promoções
 
     O deputado Cabo Patrício recebeu esta semana em seu gabinete alguns bombeiros preocupados com as promoções. Eles querem redução do interstício. Cabo Patrício disse que já está ciente e tem articulado com o comando. “Entretanto, com a situação em que se encontra o Distrito Federal, não temos como levar isso ao GDF por enquanto”, explicou o deputado.
 
 
Erika Kokay empenhada
em encontrar jovens de Luziânia
 
Fotos: Marcos Wilson
 
    Vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, a deputada Erika Kokay dedicou parte de sua agenda da semana para participar de encontros com autoridades e representantes de entidades da sociedade civil que possam contribuir na elucidação do caso dos seis jovens que desapareceram, há mais de um mês, do Parque Estrela D’Alva, em Luziânia.
     Na segunda-feira (08), ela esteve em Goiânia onde se encontrou com o Secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller. Eles conversaram sobre as investigações e a recusa do governo do Estado em pedir ajuda federal. “Trabalhamos constantemente em parceria com polícias de outras unidades da Federação. Isso é rotineiro, mas, neste caso, ainda não tivemos a necessidade de solicitar formalmente essa ajuda”, explicou Roller, garantindo que o governo goiano já reforçou o policiamento ostensivo em Luziânia, aumentou o número de delegados envolvidos no caso e de investigadores.
     Na terça-feira (09), Erika acompanhou as mães ao Ministério da Justiça, onde foram recebidas pelo então ministro Tarso Genro. Ele encaminhou pedido para que a Polícia Federal reforce as investigações e acompanhe o caso.
     Conanda – Dois dias depois, as mães foram recebidas na reunião do Conselho Nacional de Defesa da Criança e do Adolescente (Conanda). Ali, os familiares dos jovens relataram seus dramas e as dificuldades encontradas para acompanhar as buscas. A intenção do conselho é abranger o maior número de órgãos a fim de ajudar a desvendar o paradeiro dos jovens, além de tentar prevenir a sociedade contra novos desaparecimentos.
     A deputada Erika Kokay destacou que a Polícia Federal já está agindo no caso, mas alertou para a necessidade de se formar uma comissão com todas as entidades que compõem o Conanda, para que se acompanhe sistematicamente os trabalhos dos investigadores. “O caso diz respeito a todos que têm o compromisso com a defesa da criança e adolescente. A dor que é derramada pelas mães e familiares transcende o município de Luziânia, se não fosse o grito dessas mães essa realidade não teria tido visibilidade", destacou a deputada.
     Para os participantes da reunião, o fato de o Entorno não contar com conselho tutelar prejudica a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes na região.
     (Com informações do Correio Braziliense)
 
 
Campanha salarial: Cabo Patrício
recebe Fórum de Associações


    
Representantes de diversas associações de policiais e bombeiros militares estiveram com o deputado Cabo Patrício na tarde desta quinta-feira (11/02). Em pauta, a campanha salarial da categoria parta 2010. Durante a reunião, chegou a notícia de que o governador Arruda seria preso. “Temos que formular nossa proposta, mas aguardar para saber com quem negociar”, afirmou Patrício.

 

Chico Leite propõe ampliação
do Parque de Águas Claras


 
    Uma proposta interessante partiu da comunidade de Águas Claras e já conta com assinaturas de mais de três mil apoiadores. Trata-se da expansão do parque da cidade, que passaria a incorporar espaços hoje ociosos à disposição da residência oficial do governador. Apoiando a luta dos moradores por mais qualidade de vida e preservação do meio ambiente, o deputado Chico Leite encaminhou uma indicação ao GDF, sugerindo providências para ampliar a poligonal do Parque de Águas Claras.
    “Melhor do que ninguém, os moradores de Águas Claras conhecem os efeitos da especulação imobiliária de perto”, adverte Chico Leite. “Criada em 1991, Águas Claras deveria abrigar cerca de 180 mil habitantes. Entretanto esse número pode superar a 220 mil, o que exige a ampliação dos espaços de uso coletivo para que a qualidade de vida não seja irremediavelmente comprometida”, explica o deputado. O parque hoje tem cerca de 86 hectares. A área pleiteada é de pouco mais de 43 hectares, o que levaria a um aumento de quase 50%.
     Segundo o deputado, é importante a expansão do parque, pois nada garante que o GDF não venha a vender a área para a construção civil. “A incorporação também vai propiciar mais diversão, lazer e esporte para moradores de cidades próximas, como Taguatinga, Vicente Pires e Guará”, afirmou o distrital.


Informativo digital da Liderança do PT - 03-2010
Reportagem: Ana Paixão, Bruno Sodré, Ísis Dantas,
Priscila Mesquita,
Karina Menezes e Sandra Turcato.
Edição: Sandra Turcato - Design: Marcos Wilson
Sugestões: imprensa@distritaisdopt.org.br
Para não fazer mais parte da nossa mala direta, envie e-mail para remover@distritaisdopt.org.br


Endereço: Câmara Legislativa, SAIN, Parque Rural, s/n, sala A-24, Asa Norte;
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