Com a eleição de Cristovam
Buarque para o governo do Distrito Federal, o PT-DF pôde
demonstrar a sua capacidade de governar com projetos criativos
e inovadores. Foi instalado o Governo Democrático
e Popular, um marco da gestão pública democrática
e participativa no Distrito Federal. Porém o Governo
de Cristovam Buarque enfrentou muitas dificuldades financeiras.
O então líder no senado do governo Fernando
Henrique, o senador José Roberto Arruda e seus aliados
no DF dificultaram, sistematicamente, o repasse de recursos
da União para o GDF.
Essas manobras impediram o governo de
Cristovam de realizar varias obras importantes nas cidades
do DF aprovadas no Orçamento Participativo, pois
recursos próprios do GDF tinham que ser utilizados
para pagamento de pessoal nas áreas de Segurança,
Saúde e Educação. Outro fato que marcou
essa relação de discriminação
foi a não autorização, por parte do
Governo de FHC, de financiamento aprovado pelo BID de 130
milhões de dólares ao GDF para obras de urbanização
e saneamento em diversas cidades do DF.
Em 98, Cristovam tentou a reeleição,
dessa vez com Sigmaringa Seixas como candidato a vice-governador.
No primeiro turno, Cristovam foi mais votado, com 42,67%v
dos votos, contra 39,23 de Roriz. No segundo Cristovam obteve
48,26% e Roriz 51,74%. Neste ano, o PT elegeu 5 deputados
distritais e a coligação Brasília Esperança,
3 federais.